segunda-feira, 30 de maio de 2011

Poemas

Nada mais foste que o encanto
do meu viver, hoje triste,
Mas uma coisa garanto:
A felicidade existe.
(JOSÉ DEUSDÍTH ROCHA )

Ser feliz, eu simplifico:
é num gesto muito nobre
Desejar tornar-se rico
mas contentar-se em ser pobre.
(JOÃO BATISTA SERRA )


DAS FALSIDADES ...
Duas mulheres conversavam...
Uma elogia a outra...
E eu ali, assim,
sem elogiar ninguém.
(WALMOR DÁRIO COLMENERO)

Se boto um pé atrás
O outro cai na loucura.
( NINA RODRIGUES)
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DISFARCES
Quero sentir seu corpo
Junto ao meu explorando
Todo o íntimo do meu ser
E me fazendo mulher
Num simples toque de amor
(Viviane Schiller Balau/RS)
BUSCA
Busco o amor na poesia
A poesia no amor
A poesia e o amor
Amo intensamente
Amo passageiro
Escrevo e amo
Amo e escrevo
Escrevo o amor
(Andrea Carvalho, in livro Artesão de Versos)
POEMINHA MATUTINO
A noite abre uma fresta
Banham a rua, raios de luz
Asas voam para o azul:
Manhã!

(Fátima Friedriczewski/RS)
http://jardimdezymm.blogspot.com
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Carolina
Jorge V. Panovich
Carolina menina
Tagarela, doce bonina
Esbanja energia
Me traz muita alegria.

Corre, cai, levanta, chora
Desenha e brinca a qualquer hora
Linda oração... Forte emoção
Que me transborda o coração.

Colhe flores no jardim
Entrega para mãe e para mim
Bonito gesto de afeição
Que me extasia então.
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Celebrando a vida
Jorge V. Panovich

Todos os dias
Quando desperto
A Deus agradeço
Por mais um dia vivido
Quero viver
Todos os dias
Com grande intensidade
Como se fosse
O meu último dia
Assim até esqueço da morte
Que um dia virá
Bater na minha porta
Espero que ela seja
Complacente comigo
Que seja como um profundo sono
Que ao despertar
Em outra dimensão
Lá na eternidade
Eu tenha Deus
Em minha companhia
Por isso escrevo
A vida das pessoas
Que conviveram comigo
Alguns amigos
Todos eles
Um dia com humildade
Fizeram história
A sua maneira;
Omitindo ou participando Do progresso da humanidade.


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RADIOGRAFIA CORUMBAENSE
AUTOR: BENEDITO C. G. LIMA
É tudo tão singular,
apesar da pluralidade.
as mesma pessoas
nas mesmas ruas
os mesmos carros,
as casas têm as mesmas cores
desbotadas do vazio visual
o conjunto tétrico nomeia o tédio
que avassala

É tudo pacato
Até mesmo chato
Formal
Oval
e insípido
nem o Poeta ébrio solfeja estórias
pêlos corredores do tempo.

É o mesmo padeiro
com a sua buzina
o mesmo leiteiro
verdureiro
jornaleiro
carteiro
açougueiro
Nada fora do comum.

Até os gritos do espantalho
estilhaçam os cristais da arrogância
entorpecida nas gargantas burguesas
enquanto o apito do trem continua o mesmo.

A cidade continua a mesma
apesar de bicentenária.
O Rio Paraguai não mudou de curso
E a Bolívia está ai.

Tudo igual
Até a poesia de Pedro de Medeiros, Manoel
de Barros e Rubens de Castro
Asfalto bloket paralelepipedo
palmeiras flamboyant

Tudo num perfeito tabuleiro de xadrez.
O Jeito é sentar na praça...
e ouvir a banoa passar!

AUTOR: BENEDITO C. G. LIMA

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